Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 24/10/2025
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente, o Brasil é o país com maiores índices de exploração sexual infanto-juvenil da América Latina. Tal índice é sustentado pelo fenômeno do tráfico de pessoas, que aflige, principalmente, milhares de mulheres e crianças, que são negociadas para fins de violação sexual. Nessa lógica, tal problemática é de difícil solução na atual conjuntura nacional, uma vez que tem por desafios ao seu combate tanto a passividade social, quanto a omissão governamental.
A princípio, como evidenciado pelo ativista social Nelson Mandela, a alma da sociedade é refletida na forma como ela trata seus jovens, que devem ter o direito de passar por todas as fases sem postergar o estágio de brincar, estudar e crescer. Dessa forma, o conjunto social, por ser passivo ao tráfico de crianças e à violência contra esse grupo, muitas vezes normalizando tal crueldade, facilita a ação dos traficantes, as privando de exercer suas liberdades fundamentais como cidadãs. Esse direito, ao ser violado, prejudica não apenas o desenvolvimento inicial da criança, como toda sua vida.
Ademais, em 2012 foi ao ar a novela da emissora Rede Globo “Salve Jorge”, que abordou de forma acessível o tráfico de mulheres na América do Sul como peça-chave do enredo. Além disso, foi ilustrado na narrativa a omissão governamental que garante a efetividade de tais crimes, já que não são tomadas medidas de punição para os responsáveis. Nessa lógica, a falta de investimentos públicos em fiscalização de fronteiras e medidas de segurança em comunidades periféricas são alguns fatores abordados na novela de 2012 que revelam a falta de preocupação do Governo com a questão do tráfico de pessoas.
Portanto, são necessárias ações que cessem tal mazela social. Logo, cabe ao Governo Federal criar campanhas de conscientização nas escolas e demais prédios públicos, por meio de panfletos e palestras abertas com profissionais que alertem sobre os modos de evitar a perpetuação do tráfico de pessoas e suas consequências nas vidas das vítimas. Isso, a fim de valorizar os direitos humanos e garantir a integridade física e mental de mulheres e crianças.