Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 25/06/2023

O tráfico de pessoas ocorre desde que surgiram as primeiras civilizações. Os árabes, império romano e na Mesopotâmia escravizaram milhares com os mais diversas finalidades. No mundo contemporâneo, o objetivo se assemelha com o da antiguidade: a exploração sexual, trabalho escravo e tráfico de órgãos são um dos principais motivos.

A exploração sexual no Brasil assusta pela quantidade de casos relatados e denunciados. Segundo o Observatório do Terceiro Setor, o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de exploração sexual de jovens e crianças, com cerca de 500 mil vítimas por ano. Dessas vítimas, 75% são meninas e negras. Um número que expõe a ineficiência do Estado no combate a exploração.

O trabalho escravo também configura como um objetivo do tráfico de pessoas. Agricultura, carvoaria, lavouras e pesca são um dos setores que mais se encontram pessoas em situação de escravidão. Pessoas são enganadas com promessas de bons empregos, mas quando percebem, tornam-se escravas. Mesmo nossa Constituição federal proibindo qualquer trabalho análogo a escravidão, a fiscalização pelo Ministério do trabalho é difícil devido ao tamanho do nosso terri-

-tório.

Além disso, o comércio ilegal de órgãos têm a triste marca de ser o segundo mercado mais lucrativo, depois do de armas. Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que haja 10.000 casos de retirada ilícita de órgãos humanos de pessoas vivas ou mortas para transplantes, ou outros fins. No Brasil, entre o período de 2017 e 2020, a Polícia Federal instaurou 422 inquéritos de tráfico humano interno e internacional. O maior objetivo dos crimes era o trabalho análogo à escravidão (36%) e, em segundo lugar, a remoção de órgãos (23%).

Em suma, o tráfico de pessoas é uma prática que remonta a antiguidade. A necessidade de ações efetivas por parte do Estado e da sociedade para combater e erradicar qualquer exploração humana, leis e investigação mais rigorosa em todas as unidades da federação. Garantindo segura- nça e a dignidades de todos os cidadãos