Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 07/07/2023
No decreto da República brasileira de 2006, Art.1, o presidente sanciona a lei que visa combater o tráfico de pessoas. Todavia, essa teoria é deturpada, uma vez que a comercialização humana está hitoricamente enraizada no país. O crescimento exponencial do capitalismo e da desigualdade social, influencia diretamente o crime. Ademais, o acesso ilegal à internet, torna-se também, um grande entrave, pois facilita a divulgação do crime. Dessa forma, a busca por dignidade humana é vista como utopia.
Antes de tudo, é importante relembrar o tráfico negreiro do século XV, onde os africanos eram trazidos ao Brasil, a fim de servirem economicamente aos europeus. Apesar da prática escravocrata ter sido abolida, os resquícios coloniais ainda persistem, causando a desigualdade social na medida em que o capitalismo cresce. Brasileiros sem perspectiva de vida, principalmente os perifericos, submetem-se ao trabalho análogo à escravidão, em busca de dignidade, a qual não é conquistada. Como por exemplo, a doméstica Madalena Gordiano resgatada em 2020 em situação precária, tanto fisicamente quanto psicologicamente, há 40 anos servindo ilegalmente a uma família de alta classe, de acordo ao jornal G1.
Além disso, é inevitável não apontar a internet como um dos fatores para a contribuição do problema. O limite ultrapassado do acesso à internet dispõe oportunidade para autores do crime comercializar de maneira mais prática através de sites, como por exemplo, a “DeepWeb”, tendo em vista essas causas, a vulnerabilidade das pessoas é comprometida, causando traumas como o sentimento de impotência e insegurança, se equivocando da lei sancionada em 2006.
Analisando os fatores, torna-se evidente, portanto, a necessidade de corroborar com a educação financeira com aulas gratuitas e divulgações midiáticas, principalmente em periferias, com o apoio do ministério do trabalho e da educação. A fim de que brasileiros em caso de vulnerabilidade não se coloquem ou até mesmo livrem-se da escravidão. Ademais, será necessário que o poder judiciário restrinja o fácil acesso à sites obscuros, impondo punições mais severas. Para que dessa forma, a segurança e a dignidade dos brasileiros sejam relevantes.