Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 13/06/2023
A novela “Salve Jorge”, produzida pela rede globo, retrata o tráfico de mulheres que são levadas de seus países com a promessa de um emprego promissor, mas ao decorrer da trama é visto que, na verdade, se trata de uma máfia destinada à exploração sexual. Não tão distante da ficção, infelizmente, essa é uma realidade vivida por diversos indíviduos, tendo em vista os desafios no combate ao tráfico de pessoas. Portanto, é necessário analisar a carência de informação sobre o assunto e a desigualdade econômica como fatores de agravo na situação atual.
Em primeiro plano, é válido salientar que a falta de divulgação sobre o tema favorece sua persistência na sociedade. Sob essa ótica, o escritor Aldous Huxley pontua que os fatos não se tornam inexistentes simplesmente por serem ignorados. Dessa forma, o silenciamento da mídia não inibe o problema em questão, mas o potencializa, de forma que sem conhecimento e acesso à informação, muitas pessoas estão sujeitas a serem vítimas do tráfico nacional e internacional. Desse modo, em razão dessa omissão midiática, o problema perdura em solo brasileiro.
Paralelo a isso, a desigualdade socioeconômica proporciona a facilidade para tal crime acontecer. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 1/3 dos brasileiros recebe ao máximo 2 salários mínimos. Logo, com a necessidade de melhores condições de vida, muitos sujeitos buscam maneiras de conseguir um aumento na renda e, com isso, acabam sendo vítimas de quadrilhas que, conhecendo a realidade econômica dessas pessoas, oferecem oportunidades de empregos com grandes ofertas de salários. Com isso, devido à desigualdade na distribuição de renda acarretada à falta de oportunidades, as máfias se beneficiam dessas condições para desenvolveram a prática do tráfico.
Urge, portando, medidas que atenuem a problemática em questão. Logo, cabe ao Poder Legislativo - cuja função é a criação de leis - desenvolver uma proposta em parceira com as organizações midiáticas que vise a divulgação obrigatória de informações sobre o tráfico de pessoas e as principais estratégias usadas para atrair a populção. Deve ser feito por meio de comerciais que divulguem histórias reais de vitímas, a fim de garantir a informação e evitar a ação com outras pessoas.