Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 10/07/2023
Oescritor uruguaio Eduardo Galeano afirma que “a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la”. Por isso, é imprescindível compreender as causas do tráfico de pessoas, assim como, os desafios do brasileiro para seu combate. De fato, esse quadro se deve a fatores como a vunerabilidade social, como também, a falta de conhecimento dos afetados acerca dos seus direitos. Logo, são necessárias medidas para mitigar tal problema.
Em primeiro plano, desde os primórdios mulheres e pessoas de menor estabilidade financeira são exploradas no Brasil e no mundo. Nesse sentido, reportado pelos principais jornais brasileiros, como o G1, um caso a ser pensado é o de Madalena, uma mulher negra e pobre, que viveu em condições análogas a escravidão dos seus 8 anos de idade até seus 46, sem nenhum de seus direitos básicos, que após analisado, deve ser levado em conta que a vítima chegou nesse estado por causa de sua vunerabilidade social. Assim, mesmo após anos de luta pela liberdade, é inadimicível um país coberto de leis ser conhecido como berço do tráfico de mulheres e da exploração sexual. Logo, são aspectos que precisam ser tratados com extrema urgência.
Em segunda instância, segundo o ativista político estadunidense Martin Luther King, nada no mundo é mais perigoso que a ignorância. Na esteira desse pensamento, é possível perceber que a falta de conhecimento no que tange a constituição tem privado as pessoas de seus direitos garantidos pela mesma, fazendo com que o passado se reflita nos dias atuais. À vista disso, é preciso que os cidadãos tenham acesso a essas informações para não serem privados de sua liberdade e de seus direitos fundamentais.
Portanto, para que a realidade do tráfico de pessoas no Brasil seja modificada, segundo orienta Eduardo Galeano, é mister que Sociedade e Estado atuem em conjunto. Dessa forma, cabe ao estado colocar maior fiscalização e publicar em diversos meios acerca dos direitos garantidos pela constituição de forma mais dinâmica, por meio de publicações, folhetos entre outros, para que todas as faixas etárias da população possam compreender, a fim de que no futuro, a privatização de liberdade esteja distante da nossa realidade.