Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 24/07/2023

A novela “Salve Jorge” retrata a história de Morena, vítima do tráfico internacional de mulheres. Paralelo a isso, fora da ficcção a realidade não é diferente. Desse modo, o problema apresenta-se como um desafio que a sociedade foi convidada a combater. Nesse sentido, é preciso reconhecer que a ausência de proteção eficiente e o não reconhecimento dos direitos são percalços que precisam ser solucionados para mitigar o tráfico de pessoas.

Em primeiro plano, ainda que exista uma lei que proteja e assegura gratuidade na assistência jurídica e social para as vítimas do tráfico de pessoas. De acordo com dados da ONU a negligência na proteção social ainda é um desafio. Um exemplo disso, foi o caso noticiado pelo G1, cinco rapazes indígenas residentes da Amazônia recebem propostas de estudos na Turquia, tratando-se de pessoas em extrema vulnerabilidade tornaram-se presas facéis para as organizações criminosas. Sendo assim, enquanto houver a postura silenciiosa das redes de instituições públicas, o Brasil continuará sendo um país de origem, trânsito e destino do tráfico humano.

Ademais, como os grupos sociais fragilizados são os mais afetados devido a falta de informação não buscam o reconhecimento dos seus direitos diante do acontecimento. Isso ocorre, principalmente, porque de acordo com o escrito George Orwell, a mídia controla a massa. Nessa pespectiva, a afirmativa confirma o papel influente da mídia no comportamento social e com a carência de informações a segurança social é uma das principais afetadas.

Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. Destarte, é preciso, como ação interventiva, um plano de ação para potencializar a resolução do desafio. Isso se dará, a partir do Estado, por seu poder abarcativo, deve promover a reformulação de leis, através da construção de políticas públicas concretas para sanar a falta de proteção social ofertadas a sociedade. Além disso, a Sociedade Civil, deve se manter comprometida com o apoio as vítimas, buscando ofertar, por meio da mídia, campanhas de incentivo a denúncias. Somente assim, o tráfico de pessoas deixará de ser um “calcanhar de Aquiles” para a sociedade.