Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 19/08/2023

Promulgada em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil garante a todos o direito à dignidade sexual. No entanto, o tráfico de pessoas, que assola a sociedade brasileira, impede que parcela da popualação desfrute desse direito na prática. Nesse perspectiva, a ineficiência governamental em conter o delito deve ser sanada para que ocorra a superação desse desafio e o alcance

de uma sociedade mais integrada.

Sob esse viés, a priori, cumpre citar a fiscalização precária em aeroportos como causa do problema. De acordo com dados do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, a maioria esmagadora das vítimas de tráfico humano são mulheres, que são destinadas, principalmente, aos serviços de exploração sexual. Esse dado alarmante denota que os aeropostos, principais portas de saída do país utilizadas pelos aliciadores, não têm identificado as atividades criminosas. Tal fato pode ser evidenciado no canal do YouTube Sobrevivendo na Turquia, no qual a Danny Boggione aborda casos de mulheres vítimas do crime, muitas delas passam despercebidas pelo grande aeroporto de Guarulhos (GRU) e são identificadas como traficadas logo ao desembarcar nos países de destino. Dessa forma, denota-se que o Estado brasileiro, enquanto agente fiscalizador, tem sido ineficiente diante da situação que ameaça o direito constitucional.

Ademais, faz-se mister, ainda, salientar a disparidade salarial de gênero no Brasil como agravante desse problema. De acordo com a assistente social Justina Castro, o mercado de trabalho permanece priorizando e remunerando melhor os homens. Nessa lógica, observa-se que as vítimas traficadas são atraídas por propostas falsas de emprego com salário acima do que conseguiriam ganhar no Brasil. Assim, as mulheres exergam na proposta uma esperança de melhorar a sua condição financeira, oportunidade, esta, que não é ofertada na Pátria Amada.

Diante do exposto, torna-se necessário que o Governo Federal, por meio da Polícia Federal, através de investigações com dados cruzados entre órgãos, fiscalize as saídas de aeropostos para impedir que brasileiras continuem sendo vítimas do tráfico humano. Dessa forma, o desafio será superado e uma sociedade mais igualitária será alcançada.