Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 28/09/2023
A Agenda 2030 é um plano criado pelas Nações Unidas que conta com metas que visam o desenvolvimento mundial, um dos objetivos é assegurar todos os cidadãos. Nesse sentido, tais objetivos são necessários na sociedade brasileira, uma vez que o tráfico de pessoas faz parte do cenário atual. Desse modo, aponta-se a negligência estatal e a disparidade econômica como amplificadores do problema.
A princípio, cabe destacar a falta de ações efetivas do poder público para a proteção de seus indivíduos. Nesse meio, é válido lembrar que a Constituição de 1988 define a segurança pública como dever do Estado, porém, é observado que houve aumento do tráfico humano no ano de 2023, informação compartilhada pelo Senado, reflexo da falta de compromisso do Governo. O problema é gerado devido o baixo policiamento e fiscalização em alguns pontos da fronteira, no qual pessoas são transportadas ilegalmente, monstrando fragilidade do sistema de salvaguarda brasileiro, causando medo e insegurança na população por estarem desprotegidos. Assim, deve-se apontar que a falta de assistência governamental ao tráfico de pessoas afeta a população.
Outrossim, pode-se pontuar que a situação econômica das pessoas no Brasil influencia de forma direta o tráfico humano. Nessa lógica, vários brasileiros passam por condições financeiras e sociais difíceis, para fugir dessa realidade muitos tentam encarar a vida em outro lugar, submetendo-se ao translado clandestino, mas alguns têm seus sonhos interrompidos por criminosos que os atraem para o trabalho escravo. Essa situação é relatada no filme “7 prisioneiros”, da Netflix, que retrata a vida de jovens que foram enganados e levados ao trabalho forçado em um ferro velho, retratando a realidade de alguns brasileiros.
Destarte, é de suma importância combater o tráfico humano. Para isso, o Ministério da Justiça deve aumentar o policiamento nas fronteiras, evitando que pessoas atravassem ilegalmente, deve haver também maior fiscalização nas empresas, a fim de diminuir as chances de ter trabalho escravo. As ações devem ser divulgadas em outdoors e panfletos, para alertar uma maior quantidade de pessoas.