Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 23/10/2023
Desde o Iluminismo, caracterizado de preceitos humanitários durante século XVIII, configura-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo se preocupa com o outro. Entretanto, no que tange ao impasse do tráfico de pessoas no Brasil, nota-se que esse ideal é sintetizado apenas na teoria. Nesse sentido, fatores sociais se fazem presentes, seja devido a um legado, seja devido a uma negligência coletiva, o que representam atos retrógrados a serem combatidos.
Nesse viés, observa-se uma influência histórica como impulsionadora do revés. Assim, durante a colonização brasileira, século XV, o tráfico de pessoas contribuía para a rentabilidade de uma minoria, subjugando os indígenas e africanos com tratamentos violentos, tais como exploração sexual, trabalho escravo e adoção ilegal. Outrossim, ainda persiste essa mentalidade criminosa de exploração com fins lucrativos para venda de órgãos, trabalho escravo e adoção ilegal, por falta de fiscalização estatal. É, logo, danoso que um pensamento antigo e infrator perdure na atualidade e gere tantos malefícios para as vítimas, como cárcere privado, violência e até mortes.
Ademais, a apatia social corrobora a prática de tráfico de indivíduos no Brasil. Nessa conjuntura, segundo o site G1, mais de mil pessoas são traficadas por ano, maioria encontram-se em condição econômica baixa, ou seja, os indivíduos em vulnerabilidade financeira deslumbram com propostas laborais enganosas e desaparecem. Desse modo, como é um problema vivenciado por uma minoria e com menor poder econômico, o restante da população não dá atenção e não debate sobre tais práticas nocivas contra um grupo menor, o que ratifica a perpetuação do nocivo tráfico humano brasileiro.
Infere-se, portanto, que há entraves para garantir uma comunidade mais segura. Faz-se necessário, então, que o governo federal, órgão máximo do executivo, dê primazia ao óbice, por meio de campanhas midiáticas com dados sobre as táticas comuns de golpes, importância de pesquisar sobre a empresa antes de assinar contratos e divulgação de números específicos para denúncias. Espera-se, com isso, um corpo social mais empático e igualitário, como no aforismo Iluminista.