Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2023
A questão do aumento dos desafios para o combate do tráfico de pessoas na sociedade brasileira, apesar de não ser um tema amplamente discutido, infelizmente, é um problema bastante expressivo. Portanto, convém ressaltar que essa nefasta realidade ocorre tanto pela negligência governamental, quanto pela desigualdade social.
Diante desse cenário, depreende-se que a falta de fiscalização por parte do Estado é um fator primordial para a manutenção do contratempo. Sob esse viés, segundo o Contrato Social proposto pelo contratualista John Lucke é dever do Estado garantir o bem-estar coletivo. Contudo, é evidente que o Governo não promove políticas públicas com a intenção de combater essa mazela social, deixando as regiões de fronteiras sem nenhuma segurança, aumentando a facilidade para o triste cenário do tráfico de pessoas. Desse modo, enquanto essa problemática for subvalorizada e a inoperância estatal se mantiver, difícil será alterar o quadro nacional.
Ademais, é observado que a desigualdade social constitui um dos principais entraves acerca dessa problemática. Só para ilustrar, no livro sueco “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, do autor Stieg Larsson, é mostrado mulheres asiáticas levadas à Europa e Integradas não consensualmente ao mercado de sexo. Diante do exposto, é ressaltado que essas mulheres acabam sendo levadas por estarem em busca de trabalho e viverem, lamentavelmente, em péssimas condições de vida, e para sustentar suas famílias são submetidas a essa realidade desumana. Nesse aspecto, é necessário criar mecanismos que objetivem a igualdade e o acesso ao mercado de trabalho justo e igualitário.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, é dever do Governo Federal em parceria com o Ministério da Segurança combater o tráfico humano, por meio da criação de uma delegacia especializada em casos do gênero. Seguidamente, a delegacia se ocuparia da investigação de denúncias e do acolhimento de eventuais vítimas resgatadas. Em síntese, o assunto se resolverá de forma adequada e não será mais encarado com tabu.