Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2023

O filme “7 Prisioneiros” relata a história de alguns jovens pobres que aceitaram uma proposta de emprego, em outra cidade, em busca de melhores condições de vida e acabaram sendo submetidos ao trabalho escravo. De maneira análoga à ficção, na contemporaneidade brasileira, o tráfico de pessoas ainda é uma infeliz realidade que deve ser superada, porém há desafios que atrapalham seu combate, como a desinformação sobre o crime citado e a negligência em relação às fiscalizações das propostas trabalhistas.

Primeiramente, a ausência de informação sobre o tema deixa a população mais vulnerável ao crime. Segundo ao G1, grande parte das vítimas não denunciam a violência sofrida por conta do constrangimento ou falta de conhecimento da importância do relato, que serve como instrumento de conscientização. Nesse sentido, o tráfico humano é um assunto pouco pautado na mídia, o que deixa a sociedade mais suscetível a essa barbárie, pois sem alertas para antenar os sujeitos mais propícios ao delito, como mulheres e pobres, a sua taxade incidência vai aumentar, enquanto seu combate ficará ainda mais precário. Assim, é preciso informar a população e estimular denúncias por parte das vítimas.

Outrossim, a negligência em relação às fiscalizações das propostas de emprego oferece uma lacuna, onde os golpes acontecem. Na contemporaneidade, houve um aumento dos falsos anúncios que oferecem trabalho, no meio digital, que passam despercebidos pelas autoridades estatais. Tal fato acontece por conta da falta de cuidado com o tema, denunciando o descaso com a população, visto que ainda há alta incidência de crimes que podem ter início na internet, como é o caso do tráfico de indivíduos. Nesse olhar, é necessário aumentar a inspeção de ofertas laborais para garantir a segurança.

Portanto, ainda há desafios para o combate desse problema no Brasil. Nessa perspectiva, o Ministério do Trabalho- responsável pelas políticas e diretrizes trabalhistas- deve informar a população, por meio de debates públicos, sobre falsos contratos laborais, além de aumentar a fiscalização para evitar suas perpetuações, com finalidade de conscientizar o cidadão brasileiro. Dessa maneira, previnindo histórias semelhantes ao filme “7 Prisioneiros”.