Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 03/11/2023

telenovela brasileira “Seu Jorge”, é retratado um caso de contrabando de mulheres destinadas ao mercado sexual, evidenciando, os perigos e danos dessa realidade. Infelizmente, essa conjuntura não se resume as produções televisionadas. O tráfico de pessoas tem causado ameaças nocivas à sociedade brasileira, visto que, enfrenta desafios para o seu combate, como o descaso governamental e a falta de conhecimento da população.

Inicialmente, nota-se que a negligência estatal é uma barreira a luta contra a venda illegal de pessoas, devido à falta de delegacias especializadas para casos de desaparecimentos, assim, as famílias das vítimas acabam sem o amparo estatal. Nesse viés, é lícito destacar que, segundo a constituição de 1988, todo o brasileiro tem direito à segurança. Nesse sentido, fica claro que ao não cumprir com seu dever constitucional o tráfico de pessoas se torna presente, pois muitas vítimas dependem dessas políticas públicas e que muitas vezes não conhecem os seus direitos.

Além disso, observa-se que a falta de conhecimento por parte da população também gera um desafio para o combate do problema,nata-se que, quando as pessoas não estão cientes das ameaças da presença de contrabandistas na sociedade, elas correm o risco de ser expor inconscientemente aos perigos dessa atividade. Nesse contexto, vale destacar a frase do filósofo Hobbes que diz que “ o homem é o lobo do próprio homem”, evidenciando, importância do conhecimento dos problemas sociais para que não ocorra uma exposição irresponsável a eles.

Assim, medidas precisam ser tomadas para acabar com essa realidade.Visando mitigar as barreiras para o combate ao tráfico de pessoas na sociedade brasileira, o Tribunal de contas da União deve direcionar capital que,por intermédio do ministério da justiça e segurança pública , seja transformado em campanhas de conscientização, através de, palestras que busquem alertar a população dos perigos da problemática além de propagar seus direitos constitucionais. Desse modo, atenuando a médio e a longo prazo, o impacto nocivo do comércio de pessoas no Brasil.