Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 14/03/2024
Historicamente, a partir do desenvolvimento da sociedade grega, a qual serviu de base para a cultura ocidental, a prática do tráfico humano foi normatizada. Tal fato ampara a questão dos desafios do combate ao tráfico de pessoas na sociedade brasileira, uma vez que questões como o passado colonial do Brasil e as condições econômicas precárias como motivador para a aceitação de ofertas degradantes andam em consonância com a realidade social e estão enraizados culturalmente. Nesse sentido, uma discussão sobre o tema destacado torna-se amplamente necessária.
Sob esse viés analítico, é válido frisar que o passado histórico brasileiro está intimamente relacionado com a manutenção do tráfico humano na contemporaneidade. Nesse contexto, destaca-se o tráfico negreiro, o qual foi amplamente impulsionado na sociedade colonial, que foi responsável pela normatização do trabalho escravo com base no tráfico de pessoas, visto que era dado como legítimo. Esse tipo de visão, que é conservada na atualidade pela manutenção das raízes históricas relacionadas ao passado colonial, resulta na ampliação do tráfico de pessoas no território nacional, dado que o passado brasileiro atua como catalisador de tal prática.
Ademais, é importante citar que a vulnerabilidade socioeconômica é fundamental para o êxito das principais formas de trabalho forçado associado ao tráfico humano. Nesse cenário, evidencia-se as pobreza e o desemprego como contribuintes para o tráfico de indivíduos, os quais induzem pessoas vulneráveis economicamente a aceitar ofertas degradantes, que mais tarde acabam por se revelar como uma forma de exploração. Desse modo, a conservação das péssimas condições econômicas na sociedade brasileira resulta no incentivo ao tráfico, já que tal crime possui uma relação de interdependência com a pobreza estrutural.
Portanto, é mister que o Governo, por meio do Ministério da Justiça, órgão público responsável pela segurança pública, fiscalize a integridade da população menos abastada, a fim de que se respeite a condição humana. Além disso, é urgente que o Estado realize campanhas públicas educacionais sobre a mentalidade estagada do período colonial, para que se tenha uma sociedade mais consciente.