Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 19/05/2024

Segundo Émile Durkheim, pensador francês clássico da sociologia, os fatos sociais moldam a maneira de agir das pessoas pela influência que eles exercem sobre elas. Dessa forma, a sociedade se compara a um organismo vivo e, como tal, pode padecer de enfermidades. Sendo assim, uma das principais patologias da modernidade são os desafios ao combate de trafico de pessoas no cenário brasileiro. Logo, é necessário que a coletividade analise a inatividade do governo como a raiz do problema e a falta de fiscalização como efeito desse miasma.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a problemática deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal recorrência. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garantiu a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-social. Entretanto, na realidade é totalmente o oposto e milhares de pessoas são sequestradas anualmente para viverem como vítimas de tráfico humano, visto que o Estado não faz sua parte assegurando a população. Dessa forma, impossibilitando que uma parcela da população desfrute desse direito na prática e, portanto, é imprescindível a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Ademais, outro ponto que merece atenção está relacionado às consequências geradas pelos desastres ambientais causados pelo homem. Dessa maneira, como efeito negativo pode-se destacar a novela Salve Jorge, da Rede Globo, em que jovens eram enganadas e levadas para o exterior, e tornando-se vítimas de tráfico, fora da ficção o problema se repete. Nesse viés, é visível como não é assegurado o direito estabelecido pela ONU, pela falta de segurança à população. Devido à falta de atuação das autoridades, o fato espalhou-se pela sociedade moderna tornando-se inadmissível encará-los.

Portanto, com intuito de mitigar a problemática, necessita-se que o Poder Legislativo crie uma campanha de conscientização para a população, com ajuda de ex-vítimas, por meio da sua história de superação, tendo como finalidade o alerta da sociedade para um possível tráfico humano. Dessa forma, a sociedade poderá desfrutar do direito definido pela ONU.