Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 26/06/2024

No Brasil, o tráfico de pessoas começou ainda no período colonial com uma gran-de comercialização de indivíduos negros. Nesse contexto, a obra “Navio negreiro”, do escritor Castro Alves, retrata de forma fidedigna o modo insalubre com que os escravos eram tratados. Com isso, fica claro que a sociedade brasileira sofre com diversos desafios para acabar com o tráfico humano desde o século XVI. Portanto, é necessário combater esses entraves, tais como a negligência estatal e a margina-lização das pessoas dentro da população canarinha.

Diante dessa lógica, em primeira análise, nota-se uma falta de medidas governa-mentais para proteger a sociedade brasileira do tráfico de pessoas, como, o escra-vocrata, o sexual e para venda de orgãos. Nessa óptica, o sociólogo Zygmunt Bau-man explica que quando uma instituição não consegue exercer a função para qual foi criada, ela entra em um estado de “zumbi”. Sob esse prisma, o Estado criou poucas leis para inibir essas atividades criminosas, visto que pouco se fala sobre esse tipo de crime no Brasil, deixando parte da população canarinha vulnerável a essa situação, como ocorreu com a Mc Mirella, que tinha apenas 16 anos.

Ademais, grande parte das pessoas que sofrem com esse tipo de crime são os in-divíduos que foram marginalizados, ficando excluídos e sem acesso a nenhum tipo de recurso. Nesse viés, na obra “Subcidadania brasileira”, o sociólogo Jessé Souza afirma que o Brasil mantém uma histórica estratificação social ao marginalizar o subcidadão, ou seja, o cidadão exilado fica aquém dos seus direitos.

Com isso, fica claro que os alvos dos bandidos são as pessoas isoladas da socieda-de, como, mulheres, crianças e homens negros em situações precárias. Logo, a marginalização de indivíduos contribui com o tráfico humano, tendo como conse-quência para eles, ou várias doenças, como a desnutrição, ou até a morte.

Portanto, visando ultrapassar os desafios do combate ao tráfico de pessoas na sociedade brasileira, o Ministério da Defesa, órgão responsável por manter a segu-rança da população canarinha, deve acabar com a marginalização dos indivíduos, por meio de, palestras nas escolas, campanhas nas redes sociais e até debates onli-nes. Essas atitudes têm a finalidade de garantir que as pessoas não corram mais riscos de qualquer tipo de tráfico.