Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 08/08/2024
De acordo com a teoria Durkheimiana, os fatos sociais podem ser patológicos ou normais. No Brasil hodierno, a questão da persistência do tráfico humano é um problema patologicamente em crise. Tendo em vista essa problemática, torna-se necessária uma maior elucidação acerca dos principais empasses que impossibilitam a erradicação desse cenário atual.
A priori, é de suma importância salientar a precária fiscalização das redes como grande impulsionadora e consequente desafio ao combate do “comércio vivo”. Durante o século XVIII, período em que ocorreu a Revolução Industrial, diversas vertentes tecnológicas ganharam meios para se tornarem realidade. Como consequência, surgiu-se então a erroneamente descrita “terra sem lei”: o mundo cibernético. Dessa forma, atualmente, o grande mercado de vítimas humanas não atua mais de forma exposta nas grandes navegações, mas sim escondido pela ineficáfia legislativa, possibilitando espaços criminosos, nas quais alienações e transportes silenciosos ocorrem com frêquencia.
A posteriori, tais formas de alienação são facilitadas por uma maior dificuldade: a atuante defasagem educacional brasileira. Nesse sentido, o filósofo Paulo Freire - patrono da educação brasileira - trabalhou na denúncia das mazelas sociais como fator diretamente associado à falta de educação qualitativa recebida por essas camadas. Sendo assim, de fato a aprendizagem é um fator determinante para o ser humano, podendo levá-lo, na sua falta, ao seu lado mais inocente e leigo, o qual pode ser definido como um dos caminhos que os levam a aceitarem propostas duvidosas e estarem mais propensos ao seu próprio contrabando e exploração de direitos.
Destarte, é notório que medidas precisam ser tormadas para a correção desses causadores e intervenção do problema. Para isso, o poder legislativo (exercido pelo Congresso Nacional brasileiro) deve instituir novas leis, as quais implantem uma maior eficácia na fiscalização dos cirberespaços existentes e na educação social como um todo, investindo em aulas e palestras instrutivas abertas ao público. Assim, pessoas não terão mais seus diretos roubados por alguém e, finalmente, o tráfico humano não será apenas mais um fato patológico de Durkheim.