Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira

Enviada em 25/09/2024

O artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”. Diante disso, a lei mundial garante a liberdade indivídual do ser humano, algo que o tráfico humano é o principal infrator, uma vez que impede o indivíduo de usufruir seus direitos e o obriga a trabalhar de forma irregular e análoga à escravidão. Além disso, é necessário discutir a origem de tal injustiça e o motivo de ainda haver tráfico de pessoas no Brasil.

Nesse contexto, nota-se que a continuidade do tráfico humano no Brasil é causado pelo individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman afirma que a sociedade pós-moderna é fortemente influenciada pelo individualismo. Em vista disso, o fato de ainda ocorrer o tráfico de pessoas mostra como o egoísmo humano pode tomar uma enorme proporção, ao ponto de impedir outro ser de viver plenamente seus direitos e tomar suas decisões individuais. Isso demonstra, portanto que o individualismo pode tomar enormes proporções ao ponto das pessoas preju-dicarem seus semelhantes.

À vista disso, a socióloga Djamila Ribeiro afirma que: “Para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade.”. Outrossim, ainda há a falta de investimento na segurança pública do país para proteger a população de situações perigosas como, por exemplo, os sequestros relâmpagos e, ainda, golpes online ou presenciais. Ademais, a criação de incentivos para os orgãos de segurança e o incentivo à denúncia poderiam ser o início de uma solução.

Portanto, é necessário intervir sobre o problema. Para isso, o Ministério de Segu-rança — responsável pela proteção da população — precisa atentar-se às áreas de risco. Mediante à fiscalização, ou seja, aumentando a quantidade de câmeras e ofi-ciais nas àreas. Além de, junto da mídia, esclarecer a população sobre a situação e incentivar as denúncias, por meio de entrevistas com especialistas e cartazes conscientizadores. Com isso, espera-se o aumento da segurança e a amenização do problema.