Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 02/11/2024
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do tráfico de pessoas. Dessa forma, observa-se que o combate ao tráfico de pessoas no Brasil reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de conhecimento, seja pela lenta mudança na mentalidade social.
Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o combate ao tráfico de pessoas, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Além do mais, ressalte-se que a lenta mudança na mentalidade social também configura-se como um entrave no que tange à questão dos desafios para combater o tráfico de pessoas no Brasil. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do combate ao tráfico de pessoas é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social opressor, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Para que isso ocorra, o MEC juntamente o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema. Além disso, nesses eventos, é preciso discutir a importância do conhecimento e da busca de informações sérias no combate ao tráfico de pessoas no Brasil, a fim de erradicar esse problema. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.