Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2021

O tráfico negreiro, ocorreu entre os séculos XV e XIX, e foi responsável por uma migração forçada de muitos negros oriundos da África para serem escravizados no continente americano. Apesar de ter se tornado proibido a partir do século XIX, o tráfico humano ainda ocorre no país, e fatores como a desigualdade social e negligência governamental, são os principais contribuintes para isso acontecer.

Diante desse cenário, é preciso ressaltar que o tráfico de pessoas invalida os direitos humanos previstos na Constituição, visto que, na maior parte das vezes ocorre sem o consentimento da vítima ou sem o seu entendimento completo, pois, frequentemente, as pessoas que se encontram em situações precárias no país, veem o trabalho no exterior como uma oportunidade de melhorar suas condições de vida. Porém, essa não é a realidade que se deparam quando chegam lá, e sim, uma desumanização, normalmente por parte da mulher em condições de exploração sexual ou tráfico de órgãos.

Além disso, no Brasil, existem 241 rotas de tráfico nacional e internacional de pessoas e a maior parte encontra-se em áreas de pobreza, as quais o governo não busca bloquear, o que poderia dificultar o acontecimento desses crimes. Assim sendo, com grande facilidade de selecionar e transportar essas pessoas e o alto valor econômico, o tráfico humano se tornou a terceira maior prática ilícita no mundo, ficando atrás apenas das drogas e armas, e mesmo tendo chegado nesse ponto, ainda não há a atenção e preocupação necessária do governo, o que coloca a cada dia, mais brasileiros em risco.

Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver essa problemática. Dessarte, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com a Polícia Federal, criar estratégias de fiscalização em áreas mais pobres, buscando fechar as rotas já conhecidas pelo tráfico. Isso pode ser feito por meio de recursos autorizados pelo Tribunal de Contas da União e garantirá segurança para as camadas sociais mais vulneráveis e colocará fim nessa realidade que está presente no país desde sua colonização. Somente assim, os direitos humanos não serão mais afetados e o tráfico humano não estará mais presente no Brasil.