Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2021
No filme ‘‘O Quarto de Jack’’, é retratado o cenário vivido por uma criança e sua mãe, os quais foram sequestrados e mantidos em cativeiro em um quarto precário. Paralelamente, é notório a existência de barreiras que contribuem para as ascensão do tráfico humano no Brasil contemporâneo, as quais devem ser combatidas. Diante disso, devem-se averiguar os dois fatores que concretizam a problemática: a ausência de políticas preventivas efetivas nacionais e a precarização dos meios de fiscalização no país.
Primeiramente, é indubitável a ineficácia dos meios vigentes de prevenção contra o tráfico humano no Brasil. Nesse contexto, é fulcral ilustrar esse dilema por meio do conceito de instituições zumbis orquestrado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, tendo em vista que, apesar da existência de agências responsáveis por medidas profiláticas, a problemática persiste. Dessa forma, a captura de vítimas é intensificada, haja vista que o Poder Público não potencializa a propagação de políticas preventivas contra o tráfico humano.
Outrossim, a persistência de meios de fiscalização precários inviabiliza o combate sólido contra criminosos dessa espécie no país. Nesse sentido, uma pesquisa realizada pelo portal de notícias Folha corrobora com essa perspectiva, visto que, em um período de seis anos, menos de 150 traficantes foram presos pela Polícia Federal. Em vista disso, a prática ilegal é disseminada, de modo a contribuir para o aumento do índice de exploração sexual e laboral de jovens no território brasileiro e mundial.
Portanto, para que as barreiras mencionadas sejam atenuadas, é mister que o Ministério da Segurança e da Justiça intensifique o controle de fronteiras, além de criar campanhas digitais preventivas. Para isso, as fiscalizações interestaduais e internacionais devem ser fortalecidas por meio do apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, bem como medidas profiláticas contra o tráfico humano necessitam ser propagadas por meio das redes sociais do governo federal. Desse modo, os cidadãos seriam alertados e as vítimas possuiriam maiores probabilidades de resgate, diferentemente como ocorre em ‘‘O Quarto de Jack’’.