Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2021

De acordo com o frade São Tomás de Aquino, “Todos os indivíduos de uma mesma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres”. Sob esse viés, é crucial salientar que os indivíduos não usufruem de seus direitos de forma plausível, sendo vítimas de opressores em meio ao corpo social. Nesse sentido, ao observar esse impasse, sabe-se que ele está vinculado à insuficiência legislativa e à má influência midiática. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas desta problemática. Nessa perspectiva, conforme o ex-presidente dos Estados Unidos, Tomas Jefferson –A aplicação das leis é mais importante que sua elaboração” – ou seja, há a execução das leis, todavia, não são planejadas de acordo com a demanda do corpo social. Além disso, o indivíduo não possui voz para esclarecer seus direitos, se rendendo aos opressores na busca de uma obtenção de novas perspectivas de futuro e, assim, iludem-se com a percepção do “novo”, que caracteriza-se como único. Desse modo, são necessárias ações para mitigar a vigência do problema.

Ademais, é fundamental à má influência midiática como impulsionadora da adversidade no Brasil. Nesse cenário, segundo o filósofo Pierre Bourdieu – “Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta, não deve ser convertida em mecanismos de opressão simbólica” – ou seja, a mídia propaga a visão de uma condição de vida excelente, livre de quaisquer preocupações, entretanto, não é a realidade da sociedade e, a partir disso, é usada como matéria-prima do traficante para oprimir a vítima. Como também, com a propagação de notícias falsas e propostas irrecusáveis de emprego via internet, a entidade acaba sendo influenciada e, consequentemente, sofre transtornos físicos e psicológicos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – responsável por zelar do direito do cidadão - e a Mídia – grande difusora de informações – ofereçam campanhas e palestras divulgando a conscientização sobre o tráfico por meio de praças públicas e redes sociais. Outrossim, urge que haja cautela entre a sociedade sobre a busca por melhores condições de vida fora do país e do estado, bem como o discernimento para colocar em pauta leis que proporcionem benefícios verídicos a todos, a fim de reduzir os índices de tráfico humano e, consequentemente, evitar doenças mentais. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais justa e com direitos usufruídos igualmente, como afirma São Tomás.