Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 08/11/2021

Na telenovela “Salve Jorge”, produzida pela TV globo, é retratada a vida de jovens mulheres brasileiras que são apresentadas para o mundo “supostamente” de modelos com sucesso internacional, que acaba se tornando um pesadelo, quando elas são vítimas frequentes de uma máfia de exploração sexual de mulheres na Turquia. Distante do mundo cinematográfico, é uma realidade, visto que o tráfico humano atualmente, está cada vez mais presente no âmbito social. Nesse sentido destaca-se não só uma incultura arcaica, como também é descriminalizado muitas vezes pelo estado. Pois, as condições sociais de uma quadrilha envolvida são extremamente altas e que pode acarretar compra de silêncio.   Inicialmente, é incontestável que raízes antigas influenciam na sociedade brasileira atual. Nesse sentido, durante o Brasil colonial, com o tráfico negreiro durante o século XVI até o XIX. Atualmente vemos com clareza situações de grandes oportunidades oferecidas com ilusões de uma vida cheia de oportunidades, pode ser uma perigosa armadilha nas mãos de uma quadrilha de exploração de pessoas. Por isso, é possível verificar a vulnerabilidade humana, que até hoje é um problema sociocultural atual, a exemplo da Lei Eusébio de Queirós, que, a pretexto de dar fim ao tráfico de escravos no Brasil, “atendia aos interesses internos e aos cálculos de política externa”.

Além disso, é notório que até hoje existe o desleixo público, que corrobora o quadro atual. Nesse contexto, o escritor Gilberto Dimestein, em seu livro “O cidadão de papel”, critica que os homens usufruem de leis garantidas no papel, mas que fora dele os seus direitos não são efetivados. Logo, observa-se que isso acontece com vítimas do “mercado humano”. Esse fato pode ser visto, por exemplo, nos dados estatísticos oferecidos pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em 2018, houve quase 25 mil vítimas desses crimes contra a vida e liberdade humana.   Portanto, conclui-se que a integridade é um direito de todos, e que a segurança seja garantida. Para isso, é necessário que o Ministério da mulher, da família e dos direitos humanos por meio de fóruns de debates, seminários e palestras on-line ou nas instituições de ensino fundamental, médio e superior, insira a disciplina “Ética e direitos humanos”, na qual será discutida a importância de não confiar em indivíduos que oferecem oportunidades fantásticas fora do país ou em outros estados brasileiros, sendo assim com o intuito de gerar mais notoriedade para o obstáculo abordado, com o fito de acabar com o tráfico humano no Brasil.