Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 22/10/2021
A Constituição brasileira é clara ao determinar que somente a justiça pode privar um indivíduo de sua liberdade. No entanto, o Tráfico de Pessoas é um crime que persiste no país, o qual é, sobretudo, por cercear a liberdade de suas vítimas. Nesse sentido, tal crime deve ser combatido com eficácia pelo Estado. Todavia, para que haja reversão desse quadro, faz-se necessário analisar as causas socioeconômicas e de segurança que contribui para a continuidade dessa problemática no Brasil
Nesse contexto, vale ressaltar que a vulnerabilidade socioeconômica é um dos fatores que mais propiciam o Tráfico Humano. Acerca disso, a maioria das vítimas desse crime são pessoas que se encontram em situação de pobreza, com baixa escolarização, as quais são atraídas por ofertas de emprego vultosas, dentro e fora do Brasil, com altos salários e a promessa de melhora de vida. Porém, ao chegarem no destino, essas pessoas se deparam com uma realidade totalmente diferente e tendo sua liberdade privada. Nesse viés, segundo o Ministério da Justiça, a maioria dessas pessoas ocorre, principalmente, com o trabalho escravo e com a exploração sexual, sendo a maior parte delas do sexo feminino.
Ademais, é cabível saliente que, a maioria dos indivíduos que são aliciados só descobrem que caíram em um golpe ao chegarem em seus destinos. Dessa forma, em grande parte, pessoas sendo traficadas, passam despercebidas por fiscalizações em estradas e aeroportos do país. Além disso, por terem sua liberdade privada, as provocadas são impedidas de contato com o mundo exterior e denunciar o abuso que denuncia, além de terem suas famílias pelas traficantes, caso os denunciem.
Logo, cabe ao Governo, criar programas educacionais, através do MEC, qualificando pessoas em vulnerabilidade, para que elas consigam os melhores empregos e sejam alertadas sobre o tráfico de pessoas. Outrossim, o Estado deve fortalecer os programas de apoio às vítimas desse crime, como o disque 100, dando a elas segurança para denunciá-lo, e assim combatendo essa prática nefasta.