Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 26/10/2021
Thomas More, em seu livro “Utopia”, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. Todavia, constata-se que, no atual Brasil, ocorre o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão do tráfico de humanos impede a concretização dos planos de More. Assim sendo, em razão da inépcia governamental e do silenciamento, emerge uma temática complexa.
Primeiramente, vale salientar a ideia de Aristóteles, filósofo grego, que afirmou que o objetivo principal da política é proporcionar a felicidade de seus cidadãos. Entretanto, percebe-se que essa tese não se aplica à questão do tráfico humano, já que o Estado não tem políticas públicas eficientes para combater esse crime. A prova disso é que, entre 2005 e 2011, existiram 514 inquéritos de tráfico nacional de pessoas denunciados à Polícia Federal - segundo o site ”www1.folha.uol.com.br”. Assim, a ideia de bem-estar, defendida pelo pensador, não é efetivada na realidade do país.
Ademais, é fulcral frisar que o silenciamento é causa latente do revés. Em vista disso, Jurgen Habermas, em sua teoria comunicativa, destaca que a comunicação é o primeiro passo para a resolução de um imbróglio. No entanto, nota-se uma lacuna no debate sobre o tráfico de humanos e isso gera consequências, como o uso da força e ameaças para raptar pessoas com objetivo de fazer exploração sexual ou trabalho escravo. Dessa forma, medidas são necessárias para mitigar a adversidade.
Dessarte, o assunto sobre tráfico de pessoas abordado é um tema importante. Nesse quadro, o governo federal deve criar campanhas publicitárias, por meio da captação de verbas da União. Esses anúncios devem ser veiculados em todas as mídias nacionais de tal maneira que demonstrem como denunciar o crime, a forma que ele ocorre e as medidas possíveis de combate. Isso tem a finalidade de fomentar debates sobre o tráfico supracitado e, por conseguinte, desenvolver-se ações para o Estado aplicar a fim de extinguir o problema.