Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos visa o cumprimento do direito à vida, à liberdade, à integridade física e à saúde, mediante, à cláusula, de que todos os cidadãos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Em contradição, na atual sociedade brasileira, o tráfico humano surge em dissonância dessa garantia, o que coloca em debate a necessidade da exposição da temática na conjuntura constitucional da moralidade humana. Desse modo, torna-se necessário analisar as problemáticas dessa temática: uma insegurança e o medo instalado nas vítimas desse ataque e a inoculação do ato banal comum visto sem uma reação contrária.
Em primeira análise, a desmoralização da segurança social foi distorcida pela presença real do medo e a insegurança de se tornarem vítimas do tráfico, visto nos indivíduos mais vulneráveis de uma sociedade, como mulheres, crianças e adolescentes. Segundo o princípio básico da fisiologia humana, esse grupo constitui os mais indefesos fisiologicamente, já que não porta massa muscular e constituição corpórea acima dos seus criminosos, que, em sua maioria, são homens, o que torna viável a exploração dos seus corpos. Nesse sentido, esse grupo é alvo fácil para uma exploração sexual e o trabalho escravo - consistindo nos principais motivos do tráfico humano no País.
Outrossim, a “Cegueira Moral” - termo utilizado pelo autor José Saramago em seu livro “Ensaio sobre a Cegueira” - explicita a exposição de uma negligência social e estatal. Visto na sociedade as poucas intervenções e planos de lei ineficientes para esse ato, o crime se torna menos dificultoso e constitui no mais rentável na categoria de tráficos. Comprovando esse fato, o tráfico humano ocupa uma posição de terceiro lugar em negócios ilícito mais rentável depois de drogas e armas. Dessa forma, a inoculação da problemática diante do debate ausente nos principais locais e eventos favoráveis para o tráfico, como o Carnaval, comprovado por pesquisas do governo, como o local de maior incidência, torna-se um impulsionador.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas a fim de combater esse obstáculo para o cumprimento da dignidade humana. Sendo assim, as autoridades governamentais devem abrir canais de fácil acesso e entendimento para as vítimas principais do tráfico, como mulheres e crianças. Mediante a instalação do disque denúncia em locais mais frequentados por esse grupo, como parques, e locais de embargos, a fim de oportunizar a flagrância do ato e o seu combate rápido. Adjunto com essa medida, o Ministério de Segurança com a polícia federal deveriam enviar agentes para os eventos de maiores ocorrências dos sequestros, como o Carnaval, com a finalidade do controle maior sobre essa situação evitando mais vítimas para essa maldade.