Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 24/10/2021
A Contituição Federal de 1988, documento júridico mais importante do Brasil, assegura a todos os cidadãos brasileiros o direito a segurança. Entretanto, isso não é uma realidade perante a problemática do tráfico humano em questão no país. Isso acontece, porque muitos cidadãos são influenciados por negócios ilegais e, também, não há preocupação sobre a procedência no consumo.
Em primeiro plano, é oportuno destacar que o Brasil sofre com uma enorma desigualdade social, fazendo com que a população busque diariamente melhoria de vida, sujeitando-se ao tráfico humano. Na série coreana Round 6, exibida pela Netflix, mostra essa situação, em que 456 pessoas foram influenciadas e transportadas ilegalmente após sujeitar-se a jogos mortais em busca de melhoria financeira. Dessa forma, a desigualdade entre a população faz com que o tráfico humano, por exemplo, permaneça como uma solução viável para a estabilidade financeira.
Ademais, a falta de preocupação dos brasileiros sobre a procedência de produtos desconhecidos é uma realidade. O site chinês Aliexpress, por exemplo, oferece preços inferiores aos do Brasil em algumas mercadorias, por possuir em muitas de suas fabricações a mão de obra escrava. Desse modo, os brasileiros preferem por produtos mais baratos, mesmo sem saber a procedência, apoiando e gerando lucro à empresas escravistas que usufruem do tráfico humano, colocando a vida de muitas pessoas em exploração diariamente.
Portanto, esse tema é relevante e carece de soluções. Para isso, é preciso que o Governo auxilie as camadas mais pobres da população, por meio da criação de programas -como por exemplo o Bolsa família- de atendimento às famílias carentes na alimentação, saúde, educação e lazer, para que essas pessoas sintam-se acolhidas e não sujeitem-se ao tráfico humano para uma melhoria de vida. Além disso, faz-se necessário a promoção de campanhas sobre o trabalho escravo relacionado ao consumismo, para que a população tenha consciência ao comprar mercadorias, deixando de gerar lucro à empresas escravistas. Assim, se consolidará uma sociedade responsável e segura, como atribuído na Magna Carta.