Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada, a realidade brasileira encontra-se contrária ao que prega o autor Thomas, ao se discutir sobre o tráfico humano em questão no Brasil, que evidencia uma problemática social. Sendo, portanto, indispensável discutir sobre a carência de segurança pública, bem como sobre as questãoes da desigualdade socioeconômica que contribui para os casos de tráfico humano no Brasil.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de políticas públicas de segurança colabora para o tráfico de pessoas no Brasil. À luz dessa questão, é coerente citar a Constituição Federal de 1988, o qual afirma que é direto do Estado proporcionar segurança e bem-estar aos cidadãos. Nessa perspectiva, essa realidade não se aplica de forma homogênea na sociedade, uma vez que, soemente nove em cem casos relacionados ao tráficos de pessoas são solucionados no Brasil, segundo dados do Jornal G1. Diante dessa realidade, tal quadro demostra a ineficácia de políticas que colaborem na investigação e segurança dos cidadãos na sociedade.

Outrossim, o cenário de desigualdade social vivenciado pelo Brasil contribui para potencializar o tráfico de pessoas. Nessa perspectiva, de acordo com o Índice de Gine, medida que classifica o grau de desigualdade em uma país, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade faz com que pessoas busquem outros meio de garantir uma renda, o qual se sujeitam a morar longe de suas famílias na infancia em busca de melhores condições de vida, assim como descreve a revista Sociologias. Essa realidade descreve um cenário tipico de calamidade, o qual se refere nos princípios dignos para sobrevivência dos cidadãos.

Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essenciais para resolução desse problema na sociedade. Sabendo disso, urge que o Ministério da Justiça, órgãos responsável em assegurar a seguranças dos cidadãos, crie por meio de verbas governamentais programas de ampliação de agentes qualificados capazes de investigar casos de tráfico humano na sociedade brasileira, com intuito que essa medida venha favorecer na resolução dessa problemática e contribui na segurança dos cidadãos. Cabe, também, ao Poder Legislativo, criar, por meio de projetos constitucionais, programas de benefício de renda aos cidadãos que não tem outro meio de renda, a fim que venham assegurar sua necessidade básicas, com intuito de não serem alvos de pessoais com discursos de levarem a outras regiões em busca de melhores condições. Feito isso, cenário como o vivenciado pela revista Sociologias, não será mais uma realidade na sociedade brasileira.