Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Em meados do século XVI, após a chegada dos portugueses ao território brasileiro, iniciou-se o processo de colonização, o qual foi marcado pela exploração de recursos naturais, o tráfico e a escravização de negros. De maneira análoga, no Brasil, o comércio de pessoas ainda é uma realidade, uma vez que a segurança pública não é eficiente, somado a isso, o contrabando é um negócio ilícito bastante rentável. Por conseguinte, muitos indivíduos são vítimas de sequestro, exploração, agressão e até mesmo assassinato.

A Carta Magna, homologada em 1988, afirma no artigo quinto que o direito a segurança é dever do Estado. No entanto, na prática esse direito não é garantido, de modo que entre 2018 e 2019, aproximadamente 184 brasileiros foram traficados, além das 80 mil pessoas que ainda não se sabe o paradeiro. Certamente, devido a ausência de políticas públicas efetivas que proteja o cidãdão. Além disso, das 184 vítimas, cerca de 83% foram exploradas sexualmente, pois, assim como o tráfico de drogas e de armas, a comercialização de pessoas e a exploração sexual são crimes muito lucrativos.

Consequentemente, muitas mulheres, adolescentes e até mesmo crianças desaparecem diariamente e se tornam cativos do tráfico humano. Nesse sentido, de acordo com a ONU, a maioria das vítimas são mulheres, devido a grande busca por escravas sexuais, ou seja, 57%  dos aliciados sofrem exploração sexual, 29% trabalho forçado e 14% outros propósitos como o tráfico de orgãos. Com isso, os reféns desse crime têm uma vida miserável, passam por situações traumáticas e em muitos casos sofrem consequências irreverscíveis, como a perda da vida.

Destarte, medidas devem ser tomadas para mitigar o tráfico humano no Brasil. Logo, é imprescíndivel que o Ministério da Justiça e Segurança Pública - entidade representativa do Poder Executivo- combata esse crime, por meio de políticas mais burocráticas nos aeroportos e nas fronteiras para dificultar a emigração das vítimas, assim como, conscientizar a população, mediante campanhas, para que possam estar atentos a possíveis aliciadores. Paralelamente, é dever do Estado dar assistência psicoterapêuticas aos resgatados, a fim de diminuir os danos causados pelo transtorno. Dessa forma, o numéro de vítimas reduzirá, e aqueles que consigam fugir ou que sejam resgatados, terão apoio profissional e saberão lidar de uma melhor maneira com os traumas sofridos.