Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 04/11/2021
Durante a Idade Moderna, o Iluminismo constituía um movimento de crítica ao Absolutismo e, portanto, desenvolvia ideias que apoiavam a liberdade e emancipação do homem. Nessa senda, séculos após o ‘período das luzes’, a liberdade ainda é um direito que não se faz presente em toda a sociedade devido o tráfico humano. Assim, cabe analisar como a ineficácia do Estado brasileiro pode agravar a péssima condição de vida dos menos favorecidos quanto a esse contexto.
Em início, deve-se ressaltar como a precária fiscalização das fronteiras alavanca a ocorrência desse crime. De tal modo, por ser um dos cinco maiores países do mundo, o Brasil tem como porta de acesso a outras nações, para o trânsito dos traficados, suas extensas fronteiras terrestres com países como o Suriname, importante ponte de acesso aos mercados ilegais. Nesse viés, tal contexto dialoga com a obra ‘Cidadão de Papel’ de Gilberto Dimenstein pois confirma a ineficácia da legislação brasileira em garantir o direito à liberdade e segurança previstos na Constituição.
Outrossim, é pertinente destacar o impacto do tráfico humano sobre as populações menos favorecidas. Dessa forma, de acordo com o índice de GINI- medidor de desigualdade- o Brasil figura entre as mais desiguais nações do mundo. Por conseguinte, tal fato revela que expressiva parte das pessoas almejam estabilidade financeira por meio do trabalho, o que a torna mais facilmente convencidas pelos discursos dos criminosos que oferecem empregos como objetivo do tráfico. Assim, a ascensão social desse grupo torna-se dficultada.
Destarte, medidas são necessárias para que esse contexto seja apaziguado. Logo, cabe ao Estado a proteção das fornteiras terrestres e a assistência aos menos favorecidos, medidas que se realizarão por meio de investimentos no exército e na criação de leis que visem um benefício financeiro universal aos mais pobres, a fim de que o tráfico de pessoas seja erradicado. Só assim o país trilhará um futuro mais próspero e digno.