Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 04/11/2021

No poema “O navio negreiro” de Castro Alves, é retratada as condições precárias e a situação sofrida pelos escravos africanos, vítimas de tráfico humano. No Brasil, essa é uma realidade, muitos indivíduos recorrem a essa alternativa por falta de opções ou são forçados à essa condição. Nesse sentido, fica evidente que tanto a baixa condição financeira, quanto a falta de atuação dos setores governamentais em relação ao contrabando de seres humanos, colaboram para essa problemática.

Primeiramente, um dos fatores que contribuem para essa situação é a baixa renda, pois, muitas pessoas escolhem essa alternativa por não terem oportunidades de emprego, auxílio ou renda fixa, assim, se comprometendo ao tráfico humano. Segundo o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em 2018, quase 25 mil vítimas foram detectadas no mundo em 2016. Dessa forma, nota-se a grandeza desse problema, que deve ser combatido.

Outro fator contribuinte é baixa atuação do governo para a criação de mecanismos que diminuam a ocorrência do contrabando humano. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a escassez de performace das autoridades, a falta de leis efetivas e a ausência de fiscalização, principalmente em áreas pobres onde ocorre com mais frequência. Desse modo, é evidente a necessidade de mudar essa postura estatal.

Portanto, os fatores que colaboram para o tráfico humano no Brasil devem ser combatidos. Para que isso ocorra, o governo federal, por meio do poder legislativo, deve criar leis para que fiscais monitorem áreas propícias ao tráfico humano com a finalidade da não persistência desses acontecimentos e também é de urgência que ele priorize candidatos que sejam mais carentes, a fim de que pessoas com baixa renda possam ter mais oportunidades de conseguirem emprego e não recorrerem ao tráfico. Só assim, o contrabando de seres humanos ocorrerá com menos frequência.