Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2021
No período colonial brasileiro, era comum a prática de comercialização de pessoas para fins de exploração. Infelizmente, tal situação é frequente na sociedade atual, uma vez que muitos brasileiros ainda são sequestrados e enganados com intuito de serem comercializados, sendo pertinente destacar o papel da educação nesse cenário e os graves problemas psicológicos que o tráfico humano pode causar.
Primeiramente, cabe ressaltar a importância do ensino para atenuar o tráfico de pessoas. Nesse sentido, como afirmou o filósofo Paulo Freire, na obra “Pedagogia do Oprimido”, a educação possui forte poder de transformar a vida dos indivíduos. Logo, uma boa qualidade de ensino no ambiente escolar motiva os jovens a continuarem os estudos e possuírem maiores chances de trabalho, dificultando que redes de tráfico humano sequestrem pessoas camuflando-se de agências de emprego que não exigem qualificação acadêmica.
Outrossim, é válido destacar que o sequestro de pessoas com propósito de exploração causa danos imensuráveis à saúde das vítimas. Nesse viés, convém salientar o livro “3096 dias”, em que Natascha tenta cometer suícidio no tempo que foi mantida em cativeiro. Percebe-se, dessa forma, que um ambiente de constante violação de direitos, como é o caso de pessoas que são traficadas, resulta depressão, e por vezes, pensamentos suicidas, em razão desses indivíduos não suportarem mais tal tratamento e acreditarem que a morte é a única alternativa para romper o ciclo de abuso.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação - promotor da harmonia social- verifique mensalmente, mediante incentivos fiscais, a infraestrutura de todas as escolas públicas do Brasil, e solucione quaisquer pendências que estejam prejudicando a aprendizagem dos alunos, a fim de que o ambiente escolar estimule os jovens a qualificarem-se academicamente e, assim, possuam mais oportunidades de emprego. Desse modo, espera-se que o tráfico humano decorrente da ausência de perspectiva de trabalho seja minimizado.