Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2021

No filme de ação “Busca Implacável”, a filha da personagem principal do filme, ao estar em uma viagem a passeio à França, é enganada por um homem e raptada por uma quadrilha armênia de tráfico humano. No Brasil, assim como em inúmeros países do mundo, essa ficção cinematográfica é uma realidade. Nesse contexto, muitas vítimas brasileiras desse comécio ilegal  são raptadas especialmente pelo lucro obtido na capitalização do ser-humano aliado, também, a um fruto da alienação social que muitas dessas pessoas vivem.

Em primeiro lugar, pela ilegalidade e por considerar-se o objeto humano como algo raro a ser comercializado, os lucros obtidos com esse negócio são exorbitantes. A Constituição Federal de 1988, no entanto, garante que todo ser-humano deve ser digno como representação de pessoa e não ser tratado como objeto e um produto para se obter lucros. Toma-se, nesse caso, o exemplo dos mais de 500 inquéritos abertos entre 2005 e 2011 para a solução e fim do tráfico humano no Brasil. Assim, cada indivúduo, como ser provido de vida, deve ser respeitado e afastado do alto lucro obitdo pelo mercado ilícito de pessoas.

Outro ponto relevante a se destacar sobre essa prática ilegal abrange a falta de conhecimento a cerca desse ato. Como retrata Marx, sociólogo alemão, em sua teoria sobre o capital, o trabalhador, ao transformar-se em alienado em relação a sua produção, perde o conceito de vida e torna-se perdido sobre fatos e acontecimentos sociais. Com isso, em consequência, essa pessoa, desinformada, cai mais facilmente em golpes e raptos de traficantes de indivíduos. Portanto, cada indivíduo, como ser social, prescinde estar atento a sociedade como um todo, especialmente a explorações e controle de um indivíduo sobre o outro.

Dessa forma, o trafico humano no Brasil toma como base tanto a lucratividade desse comércio ilegal como também a ignorância social de muitos indivíduos. O Estado brasileiro, por meio do Legislativo, deveria criar leis que conscientizem a população sobre a existência de tráfico humano. Com isso,  educaria e influenciaria toda a sociedade, o que mitigaria a alienação social. Ajudaria, também, a coibir a práticas dos traficantes humanos sob a ótica de uma maior observação social de atos escusos e inibidores. Logo, socialmente, cada indivíduo poderá viver mais tranquilamente e seguro de uma sociedade atenta e mais informada.