Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 02/11/2021

O comércio de vidas dentro do Brasil.

Comercialização de pessoas, privação do direito à vida e tráfico humano. As frases anteriormente citadas abrangem, de forma explícita, a questão do tráfico de pessoas dentro e fora do Brasil, que ao ser analisado criticamente, se torna um cenário cruelmente real e deixa de ser tema de novelas ou livros. No que concerne a isso, ao observar a bruta veracidade do tráfico na qual a sociedade brasileira tem se estabelecido, nota-se a realidade invisível do tráfico humano e o alto lucro colocado sobre ele.

Em primeiro lugar, é válido dizer que, em pleno século XXI, o tráfico de pessoas é uma realidade não pensada e muitas vezes ignorada, fato que impede que o assunto seja abordado e questionado dentro do corpo social de forma natural. Partindo disso, as razões que levam a essa ação estão entre a adoção ilegal, tráfico de órgãos, trabalho escravo e, principalmente, prostituição forçada. Acresce que, essas pessoas são levadas de forma estratégica a países frouxos de fiscalização como o Brasil, por exemplo, que se encontra na principal posição acerca do índice do tráfico, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Além disso, as principais vítimas são mulheres e crianças que, em sua maioria, saem em busca de emprego ou são sequestradas, de acordo com o Ministério da Justiça.

Em segundo lugar, mais de 30 bilhões de dólares são faturados anualmente por esse tipo de comércio, em consonância com a Organização Mundial do Turismo (OMT), que também destaca o uso da prostituição como principal fonte do lucro anual. Esse dado não só revela a intensidade e a continuidade do tráfico humano dentro da sociedade brasileira, mas também exalta a questão da flexibilidade comercial. Acerca disso, uma frase do sociólogo Karl Marx que contribui para afirmar a análise apresentada é: “no capitalismo, tudo é mercadoria”, ou seja, partindo da premissa de que algo possa vir a trazer dinheiro, valores básicos como os direitos humanos não são páreo para impedir certos comércios. Enfim, uma das fontes dessa problemática está naqueles que não se importam em enganar e tratar seres humanos como produtos a fim de obter lucros.

Por conseguinte, pode-se dizer que o tráfico humano reflete a falta de consciência, empatia, fiscalização e estrutura. Dito isso, o Governo Federal deve criar um órgão específico para pessoas em situação de tráfico, além de estabelecer leis federais de resgate, defensão, auxílio, fiscalização e campanhas anuais para estimular o combate e consciência coletivos. Em suma, tudo isso deve ser concretizado a fim de punir severamente os traficantes e devolver o direito à vida aos traficados, melhorando consequentemente o sistema socioeconômico do Brasil.