Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 02/11/2021

Na novela brasileira “Salve Jorge” é retratada a história de Morena, uma moradora do Rio de Janeiro que tem sua vida completamente alterada quando recebe uma proposta de emprego enganosa na Turquia. Nessa narrativa, ao chegar lá, Morena se vê presa em uma rede de tráfico de pessoas que obriga elas a trabalharem em casas de prostituição. De maneira análoga á sétima arte, fora da ficção, milhares de indivíduos tem suas respectivas vidas modificadas por consequência desse mercado criminoso. Dessarte esse impasse ocorre em razão da negligência governamental e a mentalidade capitalista.

Sob esse viés, é lícito postular a negligência governamental como impulsionador desse revés. De acordo com Thomas Hobbes, filósofo inglês, cabe ao Estado garantir o bem-estar do corpo social. Contudo, esse preceito não está entrando em vigor. Essa lógica pode ser comprovada em razão da ínfima atitude do Ministério da Justiça no embate ao tráfico de indivíduos. Nesse sentido, esse Ministério não cria medidas que resolvam esse impasse, como fiscalizações periódicas e divulgação dos canais de denúncia. Dessa forma, o tráfico de pessoas se intensifica na sociedade hodierna, sem que haja uma ação governamental eficiente para sua extinção.

Outrossim, outro fator a salientar é a mentalidade capitalista e sua intrínseca relação com a perpetuação do tráfico humano no país. Segundo Adam Smith, filósofo inglês, o principal objetivo do capitalismo é obter lucro. Esse fato pode ser corroborado através da postura do corpo social na proteção dos valores essenciais do próximo. Assim sendo, os centros comerciais priorizam o ganho pessoal em detrimento do respeito aos direitos das outras pessoas, transformando-as em mercadorias que podem ser vendidas e exploradas. Desse modo, os criminosos usam essa atividade para enriquecer, tornando-se o terceiro negócio ilícito mais rentável utilizado no país.

Diante dessa conjuntura, é válido encontrar soluções para a questão do tráfico de pessoas no país. Para que o combate a essa problemática ocorra, urge que o Ministério da Justiça, responsável pela defesa dos direitos constitucionais do corpo social, crie programas de fiscalização aos ambientes delatados por intermédio dos canais de denúncia abertos para a população, com a finalidade de encontrar os responsáveis por esse ato para sofrer as consequências na justiça. Além disso, seria imperioso que o Governo Federal realizasse um investimento em campanhas que conscientizem o corpo social sobre o tema e retratem maneiras de identificar e denunciar esse tipo de comércio. Dessa maneira, o tráfico de humanos poderá ser extinto.