Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 29/10/2021
A ONU (Organização das Nações Unidas), em seu protocolo de Palermo em 2003, define que o tráfico de pessoas é caracterizado pelo “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”. Explicado de uma maneira geral, o tráfico de pessoas consiste em comercializar, escravizar, explorar e privar vidas (sendo inocentes ou não).
Declaração Universal dos Direitos Humanos apresenta que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.”, todavia, estudos indicam que mais de 50 mil vítimas costumam sofrer com o tráfico humano no mundo, sendo grande parte dessas pessoas do sexo feminino, mais da metade mulheres adultas e 20% de meninas menores de idade, já do sexo masculino, cerca de 20% eram homens adultos e 15% meninos.
Geralmente as mulheres e meninas são raptadas por homens solteiros ou famílias que possuem uma alta renda e dentro destes lares, essas jovens mulheres costumam sofrer com abusos físicos, mentais e até mesmo sexuais. Com as homens e meninos, geralmente costumam sofrer com o trabalho escravo, sendo expostos desde jovens à diversas tarefas abusivas. Após o governo brasileiro lançar um plano de combate ao tráfico humano, alguns números foram apresentados, sendo eles: 475 vítimas identificadas pelo governo, delas, 337 sofrem exploração sexual, 135 são submetidas a trabalho escravo e dos indicados, 55% dos suspeitos de aliciamento são mulheres.
Medidas já estão sendo tomadas sobre este problema cruel que ocorre em todo o mundo, porém, mesmo com todas as atitudes tomadas, infelizmente, nunca é o bastante, por isso, é necessário manter a constancia, se possivel, sempre aumentar as investigações, publicidades falando sobre o assunto etc., com isso, será possível aos poucos ir diminuindo os números apresentados anteriormente.