Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 04/11/2021
Antes da Revolução Industrial, a escravidão era praticada por vários povos. Por certo que, no Brasil, o tráfico humano só virou o crime em 1888, quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Entretanto, ainda que contrarie os Direitos Humanos, essa prática é muito comum, mesmo que oculta aos olhos da sociedade. Além disso, destaca-se a sua relação com a pobreza e o fato de como mulheres serem as principais ocorridas.
Certamente, cabe mencionar que as periferias e cidades pobres são as principais rotas de comércio e transporte do tráfico humano. De acordo com os relatórios regionais da Pesquisa Nacional sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes (PESTRAF), as regiões norte e nordeste do Brasil - pontos onde se concentram a maioria dos brasileiros com renda abaixo da média, conforme o levantamento do IBGE - detém 60% dos trajetos comerciais do país. Ou seja, uma população da classe baixa é a mais afetada por esse viés.
Sobretudo, é importante ressaltar que a principal vítima do tráfico humano é a mulher que, em sua maioria, são destinadas a prostituição. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a mercadoria é composta, principalmente, de moças. Ademais, elas são, com frequência, vendidas à exploração sexual - assim como indicam os estudos feitos pela OMT (Organização Mundial do Trabalho). Então, pode-se afirmar que a motivação para essa ação mudou desde a adesão do trabalho assalariado.
Portanto, com o intuito de combater a escravidão vigente na sociedade atual, é dever do governo municipal, por meio dos agentes de segurança pública, aumentar os patrulhamento em locais que tendem a ser rotas comerciais dos traficantes. Outrossim, os jornais podem, utilizando-se dos programas de televisão e da internet, divulgar mais sobre o assunto à sociedade. Dessa forma, os números irão cair e a verdade não será oculta aos olhos da sociedade.