Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 02/11/2021
O tráfico de humanos trata-se de um ser humano tratando outro como mercadoria, nesse sentido cabe a ideia do sociólogo Karl Marx que dizia “No capitalismo, tudo é mercadoria”. Sem dúvidas esse tráfico existe por conta da oferta e demanda, há pessoas que querem comprar pessoas, o que é extremamente cruel e errado. Vender uma vida e tratar o ser humano como mercadoria é desumano.
Atualmente muitas pessoas traficadas estão inseridas no mercado de trabalho em condições análogas a escravidão, por exemplo na área de confecção de roupas. Ainda exemplificando, traficantes brasileiros compram cidadãos peruanos, bolivianos e outros cidadãos latinos para o trabalho nessas confecções, desse modo pessoa tratada como mercadoria, que muitas vezes são mulheres latinas, trabalha mais de 13 horas por dia, moram e trabalham no mesmo local ou nas dependências das oficinas de trabalho, os chefes das oficinas não as permitem a terem contato com pessoas fora do local para não haver riscos de denúncias. As costureiras não ganham dinheiro em troca dos trabalhos, apenas moradia e alimentação, assim vivem de forma precária.
No Brasil também há o tráfico sexual, o país, junto com a Colômbia, é o maior exportador de mulheres de todas as idades para a indústria sexual na Europa, Ásia e América. Nesta exploração o traficante vende a vítima para os clientes executarem serviços sexuais. Aliás, esse tráfico também resulta em trabalho análogo a escravidão, que é conhecido como exploração sexual, a fim de movimentar o lucro nas redes de pornografia, prostituição, turismo sexual e no próprio tráfico sexual. A colheita dessas mulheres para movimentar o tráfico, acontece principalmente devido a grande desigualdade social.
Diante do contexto, entende-se que onde há índices maiores de tráfico humano e a exploração sexual são em países subdesenvolvidos, com marcas de desigualdade social, ou seja, de pobreza, política instável e educação precária. O Brasil se encaixa nessas características, é um país onde é difícil arrumar um emprego, onde o custo de vida encarasse a cada dia que passa, onde o rico cada vez está mais rico e o pobre cada vez mais pobre, o que dificulta a perspectiva de vida, perspectiva de futuro para jovens das classes mais baixas. Logo, essa falta de perspectiva, o capitalismo e boa educação afetam diretamente no tráfico de seres humanos. É inegável que o tráfico de seres humanos é uma expressão da desigualdade social. Nesse sentido, é necessária a erradicação da pobreza e que seja garantida qualidade de vida para todos, bem como saúde, educação, alimentação, moradia.