Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 04/11/2021

Durante o período colonial brasileiro, o comércio de indivíduos em situação de escravidão era uma prática comum à época. Contudo, com o advento das ideias libertárias dos filósofos iluministas no Brasil, diversos movimentos nacionais abolicionistas surgiram, de modo a aumentar a pressão política à acabar com esse comércio antiético. Entretanto, mesmo após proibição do tráfico humano, tal problemática continua a perpertuar-se na sociedade brasileira. Isso ocorre, pois -na atualidade - ausência do debate público acerca dessa questão tem como consequência a existência de instituições estatais ineficientes no combate dessa problemática.

Primeiramente, segundo o educador brasileiro Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas transformam o mundo. Nesse sentido, ausência de um debate acerca da questão do tráfico humano nos meios de comunicação nacionais perpetua esse problema, uma vez que - na falta de uma discussão sobre esse assunto - o cidadão acaba por não ser informado sobre essa infeliz realidade do Brasil e ,consequentemente , tal indivíduo não entende seu papel no combate ao comércio ilegal de pessoas. Desse modo, enquanto tal tema não for debatido publicamente, não haverá uma mudança na mentalidade do povo brasileiro nem uma transformação na situação do tráfico humano.

Ademais, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, instituiçãos zumbis são as que estão presentes na sociedade, mas não executam sua função de forma eficiente. Sob essa óptica, no atual contexto brasileiro, os órgãos estatais responsáveis pela segurança do cidadão encaixam-se nesse modelo idealizado pelo pensador polonês, uma vez que não estão a efetuar seu papel no combate ao tráfico humano. Essa ineficiência é fruto da ausência de movimentos populares que busquem maiores verbas públicas - as quais são essenciais para que haja investimento em novos equipamentos e funcionários especializados nesse assunto - à resolução dessa problemática. Dessa forma, fica claro que , enquanto não houver movimentos sociais que busquem maior capital para o combate do tráfico humano, esses órgãos estatais continuarão a ser classificados como instituições zumbis.

Em suma, a fim de incentivar que o cidadão brasileiro movimente-se politicamente em busca de  aumentar as verbas estatais destinadas a segurança pública e ,consequentemente , aumentar a capacidade das instituições governamentais no embate ao tráfico humano, cabe ao Ministério da Educação ,em conjunto de especialistas na área de enfrentamento do comércio de pessoas , incentivar o debate a cerca de desse assunto, por meio tanto produção de material informativo gratuíto que estará disponível na internet quanto na organização de debates televisivos relacionados a esse tema. Então ,por intermédio dessa ação , finalmente haverá um combate efetivo ao tráfico humano no Brasil.