Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 07/11/2021

A novela “Salve Jorge”, transmitida pelo canal Globo em 2012, retrata entre as tramas a história de mulheres que foram traficadas para a europa para a exploração sexual. Fora da ficção, casos semelhantes ao da obra ocorrem no Brasil. Nesse viés, as vítimas são atraídas principalmente devido promessas de melhoria de vida ou desinformação sobre a temática. Logo, urge a atuação do Estado no problema.

Nesse contexto, cidadãos em vulnerabilidade social são atraídos por criminosos visando a melhoria de vida, mas ficam prisioneiros do tráfico humano. Como exemplo, há o caso de meninas  nas regiões ribeirinhas do Amazonas que têm sua virgindade leiloada por exploradoes sexuais, fato abordado na obra “O mistério das bolas de gude” do jornalista Gilberto Dimenstein. Retificando isso, dados da Pesquisa de Tráfico para fins sexuais, de 2002, mostram que a região norte, tendo altos índices de pobreza, é a que mais tem casos de tráfico sexual. Dessa forma, crianças e adolescente desejando ajudar nas despesas familiares acabam enganados por essa máfia.

Ademais, outro fator que colabora com esse triste panorama é a desinformação da população sobre a temática. O tráfico de humanos movimenta mais de 3 bilhões de dólares no mundo por ano, consoante a Organização Mundial do Trabalho, o que torna a atividade atrativa aos foras da lei. Destarte, muitas são as “artimanhas” utilizadas para o fim, por exemplo a criação de ONG’s de adoção de crianças para o tráfico de órgãos, situação abordada no filme “Central do Brasil” em que Dora, uma ex-professora, vende Josué, menino que ficou sem família após perder a mãe, para uma casa de adoção. Ela pensava que ele seria adotado por uma família rica, mas na verdade teria seus órgãos retirados para o comércio. Logo, fica claro que a ausência de ampla divulgação sobre o assunto colabora para a continuidade do tráfico.

Portanto, para amenizar casos de tráfico humano como mostrado na telenovela “Salve Jorge” é necessário ações do Estado. Sendo assim, o governo deve criar um programa social que, por meio de palestras, e com o apoio da mídia- órgão de grande influência social-, levará informações sobre o tráfico humano e como se proteger dele, para, assim, elucidar a população sobre o tráfico humano no país. Adido à isso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos humanos deve contratar agentes que deverão, junto a assistência social, fiscalizar casos de tráfico de pessoas no Brasil.