Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 07/11/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o tráfico humano no Brasil dificuldade nos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a continuidade da problemática. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 prevê o direito à segurança e ao bem-estar social perante todos os cidadãos. Contudo, a crescente recorrência nos casos de tráfico humano, fere a legislação e demonstra a incapacidade do Estado de prover os direitos base aos cidadãos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, o filosofo existencialista Jean-Paul Sartre discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre sendo assim a responsável por todos os seus atos. Do mesmo modo, a sociedade que não se inclui na resolução do embate também é culpada pelo mesmo uma vez que é a principal ferramenta de mudança de uma democracia. Tudo isso retarda a resolução do imbróglio e impede o desenvolvimento nacional.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço do tráfico humano no Brasil. Assim, o Ministério da Justiça deve por meio de modificações na legislação, criar forças tarefa de fiscalização e combate ao tráfico. Além do Ministério da Cidadania que por sua vez deve promover nos meios midiáticos, por meio de jornais, programas de televisão e nas redes sociais a importância da população com as denúncias, a fim de coibir tais atos. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.