Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 16/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tráfico humano no Brasil ainda se faz presente, o que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto do negligênciamento de políticas públicas e da falta de mobilizações de minorias mediante ao acontecido. Diante disso, é fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Sob esse viés, vale destacar que o comércio escravista tem se tornado uma realidade cada vez mais normal na comunidade, pela baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades, que não organizam projetos para dar um fim nesse comércio opressor. Prova disso são comentários na internet, afirmando que o comércio de escravo nos negócios ilícitos já é o terceiro maior, mostrando que está havendo a falta de políticas eficientes que detenham esse aumento. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a omissão de uma parcela da população, mediante a esse acontecimento, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Nesse sentido, é nítido que alguns brasileiros, ao presenciarem esses ocorridos, se calam por medo de retaliação, pensamento esse egoísta, pois essa atitude ajuda a perpetuar a privatização e a exploração de muitas pessoas. Bom exemplo é o inquérito aberto pela Polícia Federal mostrando que o tráfico, humano no Brasil tem crescido alarmantemente, elevando a violação da vida do cidadão. Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática.

Destarte, com intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Ministério da Economia – órgão responsável por executar a política econômica nacional – destine verbas aos Governos Estaduais para, por intermédio da segurança pública, montarem estratégias para reduzir o tráfico humano, através de incentivo a denúncia anônima, análise de pontos possíveis de se ocorrer, visando reduzir o percentual do ocorrido, e dar um passo em direção ao progresso. Além disso compete ao Ministério da Cidadania, promover campanhas que incentive as pessoas a pensarem no próximo, analisando que as pessoas acometidas por esse mal estão sendo privadas de suas vidas, com o fito de pôr um fim nesse empecilho, podendo, assim, alcançar uma sociedade semelhante à da “Utopia” de Thomas More.