Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 13/11/2021
Durante a colonização do Brasil, o trabalho escravo se tornou fundamental, pois a nova terra precisava de mão-de-obra e visando lucro rápido ao menor custo, a utilização dos africanos contrabandeados contra a sua vontade era a saída ideal. De maneira análoga a isso, o tráfico de pessoas é uma realidade ainda persistente no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: qual parte da população está mais suscetível ao tráfico humano e negligência a governamental.
Em primeira análise, evidencia-se que a maioria das pessoas traficadas são mulheres e crianças em situação de pobreza. Sob essa ótica, segundo as Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), as mulheres têm sido a maior parte das vítimas sendo frequentemente destinadas à exploração sexual e as crianças permanecem como o segundo grupo mais afetado por esse crime. Dessa forma, a falta de informação e educação sobre o assunto é uma das principais causas que leva essas crianças e mulheres a serem facilmente ludibriadas pelas oportunidades oferecidas como, emprego ou dinheiro e acabam caindo em um esquema de contrabando humano.
Além disso, é notória a negligência governamental como um agravante para a persistência desse crime hediondo. Desse modo, vale mencionar a teórica política alemã, Hannah Arendt, que fala sobre a banalidade do mal que acontece quando o indivíduo se desconecta do sentido do que é ser humano,, e o campo ético é “engolido” pela visão limitada e empobrecida dessa relação, está, portanto, instalado o estado de banalização do mal, no qual nem a violência ou a agressividade perturbam a ordem social. Consoante a isso, nota-se que o campo ético dos governantes foi ``engolido´´, haja vista que nenhuma medida eficaz contra o tráfico humano foi tomada e a ordem social permanece intacta. Logo, percebe-se que essa problemática precisa ser mitigada imediatamente.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o tráfico de humanos no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Estado, fazer propagandas televisivas e anúncios em redes sociais, por meio dos veículos midiáticos, a fim de de conscientizar e alertar a população sobre como se proteger e não cair nos golpes geralmente usados por esses golpistas e desse modo que o número de vítimas do comércio ilegal de pessoas reduza exponencialmente. Somente assim, o triste cenário de pessoas sendo privadas da sua liberdade como no período de colonização no Brasil será resolvido.