Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 12/11/2021

No século XVI, durante as Grandes Navegações, Portugal introduziu no Brasil o tráfico negreiro. Foi assim que, por três séculos, africanos foram  arrancados de suas terras, transportados em tenebrosas condições e forçados a trabalhar em terra estrangeira. Passado mais algum tempo, é espantoso constatar que o Brasil ainda participa em casos de tráfico de pessoas. Nesse segmento, não só a suposição de que certos grupos têm autonomia sobre outros como também a situação de vulnerabilidade em que vivem as vítimas são fatores relevantes para explicar o crime.

Primeiramente, destaca-se que nunca saiu de voga a impressão de que certos agrupamentos são superiores. Nesse sentido, foi acurado o George Orwell ao declarar que “somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros”, dado que a tendência de  comunidades que se reúnem em torno de causas radicais é ameaçar quem esteja fora. A exemplo disso, toma-se o Estado Islâmico, que, segundo o G1, sequestra e comercializa meninas de territórios conquistados para exploração sexual.

Ademais, existe uma série de condições a que as vítimas são submetidas e que as torna propensas ao tráfico. Nesse sentido, são especialmente  suscetíveis as pessoas que vivem em situação de pobreza, viciados em droga e mulheres, sendo que essa última categoria é, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, a preponderante. Desse modo, a novela Salve Jorge, ao expor sua protagonista ao tráfico internacional, ilustra muito bem uma realidade ainda alarmante no Brasil.

Portanto, é preciso que medidas de caráter global e nacional sejam tomadas, já que o tráfico de pessoas é um crime contra a humanidade. Isso pode ser feito por meio de união entre a ONU e o Ministério da Cidadania, que, com as redes sociais, devem monitorar a atividade de grupos suspeitos de recrutamento de pessoas. A intervenção no meio social é estratégica, uma vez que a Internet dispõe de vários mecanismos de encontro, desde sites de namoro até redes sociais comuns. Assim, será possível uma convivência digital sem o temor da fraude e do tráfico.