Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 17/11/2021

“O amor por princípio; a ordem pela base; o processo pelo fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Augusta Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o Brasil vivencia um cenário desafiador, uma vez que o tráfico humano se faz presente na atual conjuntura social o que resulta no retrocesso do desenvolvimento coletivo. Desse modo, fatores como a inobservância governamental e o receio de denúncia, contribuem para a perpetuação da problemática.

A princípio, é válido destacar a novela brasileira “Salve Jorge” que retrata explicitamente o tráfico humano com as mulheres, a qual eram enganadas com falsas propostas de mercado de trabalho, como na carreira de modelo, influenciando-as aceitarem o convite para uma linda carreira comercial, sendo sua verdadeira fonte comercial a exploração sexual e exibição das mesmas. Dessa maneira, a obra fictícia se faz como um espelho para a realidade brasileira, que uma parcela significativa de pessoas de ambos os gêneros são enganadas por falsas empresas, agências para a exploração, privação social e, comercialização dos indivíduos. Assim, existe uma falta de observância do governo para com essas pessoas vitimizadas pois, é evidente a ausência de programas e políticas públicas que assegurem a segurança nos acordos comerciais.

Ademais, a problemática encontra terra fértil no receio de denúncia dos que são atingidos. De acordo com Jurgen Habermas “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Nesse ensejo, o filósofo introduz seu pensamento de forma claro que ao denunciar o abusador do tráfico humano, uma ação será levantada junto com o posicionamento de forma legal perante o Poder Legislativo. Assim, é indubitável, que a sociedade agredida mude esse panorama precioso, para que haja uma liberdade coletiva.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar a problemática. Para tanto, cabe ao Governo - órgão responsável pelo bem-estar social- junto com a Sociedade, criar políticas públicas com o intuito de reconhecer as propostas comercias legalmente, para que não haja fraudes com segundas intenções. Paralelamente, deve ser criado um projeto chamado “Me ajude, por favor!”, com o fito de ajudar as pessoas que passam pela situação de abuso de poder, explorações sem um consentimento da mesmas, sendo divulgados nos meios midiáticos e disponibilizados em estabelecimento comerciais das cidades. Assim, a cidadania alcançará a Ordem e o Progresso expostos na bandeira nacional.