Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 13/11/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o tráfico de pessoas na sociedade brasileira, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela comercialização, exploração e privação dos direitos humanos.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil e no restante do mundo, o contrabando rompe essa harmonia, haja vista que em qualquer lugar ou circunstâncias habita a comercialização de pessoas.

Outrossim, de acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Todavia, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o tráfico de pessoas é o “recrutamento, transferência, ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça, uso da força, rapto, engano, abuso de poder, com objetivo de dar ou receber pagamentos ou benefícios, para o propósito de exploração”.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, a mídia deve expor essas adversidades preferentemente. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, O Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao tráfico de pessoas a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.