Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 15/11/2021

O filme nacional, “Os sete prisioneiros”, criado pela companhia Netflix, conta a história de homens do interior de São Paulo, que em busca de empregos e melhores condições salariais, aceitaram uma proposta na capital. Contudo, ao decorrer da narrativa, os personagens perceberam foram vítimas de trabalho escravo, pois não recebiam pelo trabalho efetuado e tiveram suas liberdades privadas. Fora da ficção, essa é uma realidade vivenciada por muitos brasileiros vítimas de tráfico humano, uma vez que a desigualdade de gênero e o contraste econômico se fazem presente na contemporaneidade.

Primeiramente, é importante salientar que a desigualdade de gêneros é um fenômeno sem origem exata, porém sabe-se que desde o período da Idade Antiga, as mulheres eram vistas apenas como um objeto de procriação, dado que muitas vezes o direito de cidadão não era reconhecido. Ademais, ao decorrer dos anos, esse fato social conhecido como patriarcalismo, foi se enraizando na sociedade e mesmo após muitos anos de luta e busca por igualdade, ele ainda se faz presente. Dessa forma, é fato que essa problemática provoca a feminização da pobreza e facilita a aceitação social de exploração das mulheres para atos de cunho sexual ou atividades domésticas, culminando no tráfico de pessoas.

Outrossim, segundo uma matéria do site “Politize”, os países mais vulneráveis ao tráfico humano são aqueles marcado pela desigualdade econômica. Nesse contexto, é fato que a ausência de oportunidades empregatícias favorece a atuação do aliciamento de homens e mulheres no tráfico humano, pois o desespero por melhores condições de vida facilita a tomada de decisões de maneira impulsiva. Logo, sendo objetos de desejo desse mercado ilícito.

Portanto, infere-se que ainda existem entraves para solucionar o problema em questão. Sendo assim, urge ao Ministério do Trabalho - órgão responsável pela política de geração de empregos, renda e suporte aos trabalhadores brasileiros – intensificar as fiscalizações com relação as operações de tráfico humano, por meio de visitas periódicas a empresas e fábricas. Além disso, também é interessante divulgar, nas mídias digitais, propagandas que incentivem denúncias com relação ao tráfico humano e trabalhos escravos. Isso aplicado, espera-se que cenas como a do filme “Os sete prisioneiros”, sejam retratadas apenas nos cinemas e longe da vida real.