Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 16/11/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos em uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, em relação ao tráfico humano no Brasil, as ideias do filósofo são inteiramente contrariadas, uma vez que a negligência estatal e a insensibilidade do meio social favorecem a continuidade desse quadro.
Em primeira análise, é evidente que o descaso do governo em relação ao tráfico de pessoas favorece sua incidência em território nacional. Nesse viés, embora o artigo 5º da Constituição Federal garanta o direito de todo cidadão brasileiro ser livre, observamos que essa entidade ainda falha ao não garantir que os sujeitos vítimas dessa forma de violência cruel sejam protegidas por ela. Por conseguinte, é fundamental ratificar a proteção deles, já que nosso país tem sofrido com esse crime grave por muito tempo, o que não é saudável para uma meio social igualitário.
Sob uma segunda ótica, a falta de consciência da população em geral acerca da problemática corrobora para a infeliz perpetuação dela. Desse modo, a filósofa Hannah Arendt afirma que o mal foi banalizado na sociedade hodierna. Nessa visão, a ausência de interesse populacional, aliada a isso, gera cada vez mais casos de comercialização e aprisionamento de seres humanos. Assim, esse trauma horrível é ignorado e normalizado pela grande maioria da massa popular, o que o torna cada vez mais complicado de ser amenizado.
Urge, portanto, o combate ao tráfico humano no Brasil. Para isso, faz-se mister que o Ministério da Justiça, por meio de delegacias especializadas em direitos humanos, promova operações de inteligência que impeçam o crime antes dele ocorrer. Além disso, cabe ao Ministério das Comunicações, por intermédio das mídias de massa, promover campanhas que informem a gravidade da questão e a consequência dela para o povo. Nessa lógica, a conscientização e mitigação do problema são realizadas.