Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 16/11/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que tange a questão do tráfico humano no Brasil. Nesse contexto tornam-se evidentes como causas tanto o individualismo quanto a impunidade.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o individualismo presente na problemática. Na obra “Modernidade Líquida”, Zugmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociológo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange ao tráfico humano. Essa líquidez, que influi sobre o quadro, funciona como um forte empecilho na sua resolução.

Outro ponto relevante nessa tematica é a impunidade. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo tem-se como consequências a generalização da injustiça e a prevalência de sentimentos de insegurança coletiva no que tange o tráfico humano no Brasil.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para esse fim, é necessário que o Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde, juntos, realizem ações de punição e de atendimento psicológico aos agressores e às vítimas. Enquanto este se daria em postos de saúde, por meio de acompanhamento de um profissional especializado em tratamento pós trauma, aquele aconteceria por meio da agilização dos processos já abertos, a fim de garantir que o cenário de impunidade seja modificado. Dessa meneira, é possível que o trafíco humano permaneça no passado brasileiro.