Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 18/11/2021

O quadro expressionista “O Grito”, do pintor Edvard Munch, retrara o medo e o desespero refletidos no semblante de  um personagem envolto por uma profunda desolação. Nesse viés, para além da obra, observa-se que, na conjuntura contemporânea, o sentimento da população assolada pelo tráfico humano no Brasil é, amiudadamente, semelhante ao retratado pelo artista. Sendo assim, torna-se crucial analisar os motivos que que colaboram para essa problemática: a insuficiência estatal e a venda de órgãos.

Primordialmente, é imperioso notar como o Estado contribui para tal feito. Nesse sentido, segundo o sociólogo Zygmaunt Bauman, as “Instituições Zumbis” são órgaos públicos que continuam existindo, mas que não cumprem sua função social. Logo, percebe-se que a teoria do polonês coincide com a realidade brasileira: de acordo com uma reportagem do site “Folha”, em crimes de brasileiros tráficados internacionalmente, houveram cerca de 475 pessoas presas, já em tráfico nacional, apenas 117 pessoas foram presas, o que leva ao entendimento de que, quando somente a justiça nacional atua, uma grande parcela da sociedade fica impune.

Outrossim, vale ressaltar uma das práticas que levam ao tráfico humano. Nesse contexto, na série “Lost”, o personagem John Locke é enganado por falsas promessas e tem seu rim roubado, devido ao alto valor no mercado negro. Dessa forma, fora da ficcção, essas atitudes perversas acontecem, também, pelo mesmo motivo.

Portanto, diante dos fatos supracitados, faz-se mister que o Ministério da Justiça, por meio de verbas federias, invista em investigações dentro e fora das fronteiras territoriais, com o intuito de prender mais responsáveis por essa prática. Por conseguinte, espera-se que essa ação emancipe a sociedade dessa idiossincrasia e, em especial, altere a similariedade da população com a obra de 1983.