Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 19/11/2021
No filme “Trafficked”, é retratado a narrativa de três jovens mulheres vítimas de tráfico humano, sendo escravizadas para a prática de prostituição. Infelizmente a narrativa não destoa da realidade brasileira, na qual não apenas, mas principalmente, mulheres são sequestradas com fins de exploração sexual. Com a crescente crise global motivada pela pandemia COVID - 19, criminosos se aproveitam para recrutar e alvejar suas vítimas, o que acarreta a violação de direitos humanos e situações análogas de escravidão.
No livro “Sociedade do Espetáculo” do filósofo e sociólogo Guy Debord, é explicitado sua teoria de que todas as pessoas vivem suas vidas como se fosse uma performance, tentando sempre darem o melhor show umas para as outras e aparentar perfeição. A teoria se comprova correta quando comparada aos casos de tráfico humano, visto que inúmeras vezes o crime tem início com os autores fingindo serem “realizadores de sonhos” se aproveitando de baixos níveis de educação, desemprego e pobreza das vítimas. Com a maior exposição trazida pela internet, principalmente na pandemia, espera-se um aumento do tráfico humano, demonstrando a ineficiência da segurança pública, em especial, a do Brasil.
Por conseguinte, a ocorrência de tal delito acarreta em exploração sexual, escravidão e remoção de órgãos. Nessa ótica, ao contrário da maioria dos crimes, o tráfico geralmente envolve traumas prolongados e repetidos, visto que as vitimas são submetidas a diferentes tipos de abuso e tortura que podem prejudicar seu desenvolvimento físico e social, sendo enorme os custos de prevenção, o tratamento, apoio às vítimas e apreensão e processo penal dos infratores, o que gera perda de recursos humanos e fonte de renda para redes criminosas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve reforçar a fiscalização nas fronteiras, assim como aumentar a segurança das redes sociais por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve conter que, para a saída e entrada no país sejam realizados exames psicológicos rigorosos, afim de descobrir abusos, e uma maior fiscalização em perfis “suspeitos” em mídias sociais. Espera-se, com essa medida, que o tráfico humano em asenção seja freado no Brasil.